• Liberdade, Equidade e Emancipação

    XV Congresso da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação

  • Liberdade, Equidade e Emancipação

    de 10 a 12 de setembro de 2020

Propostas (2ª chamada)

Até 31 de maio 2020

Inscrição antecipada

até 31 de maio

Local

On-line

Organização

SPCE

Acesso às sessões Online

Para acesso ao Congresso (sessões online), basta fazer Login no site com as suas credenciais. A partir das 9h00, de dia 10 de setembro, encontrará na sua área pessoal, as sessões a decorrer. Poderá entrar e sair de qualquer sessão em curso, a qualquer momento.

Livro de Resumos

Keynote Speakers

Robin Simmons

Professor of Education

 

Robin Simmons

Professor of Education

Robin Simmons é Professor de Educação da Universidade de Huddersfield, no Reino Unido. O seu trabalho aborda questões sociais, económicas e educacionais, incluindo política educativa, economia política da formação e da educação, e justiça social - embora Robin talvez seja mais conhecido pelas suas investigações sobre o desemprego juvenil e a vida marginalizada dos jovens, especialmente aqueles classificados como NEET (não em educação, emprego ou formação) ou vulneráveis ​​a tornarem-se NEET. O seu livro mais recente, Education and Working-Class Youth: Reshaping the Politics of Inclusion, foi publicado pela Palgrave Macmillan em 2018.

Sónia Vaz Borges

Investigadora

 

Sónia Vaz Borges

Investigadora

Autora do livro, Militant education, liberation struggles, conscioussness: The PAIGC education in Guinea Bissau 1963-1978 (Peter Lang, 2019), Sónia Vaz Borges se descreve como sendo uma historiadora militante e interdisciplinar, com um percurso enquanto organizadora política e social em Portugal e noutros países. Doutorada em história da educação, e com um pós-doutoramento em Nova Iorque no CUNY- Graduate Center, é atualmente Investigadora na Universidade Humboldt, em Berlim, no Departamento de História da Educação, no projeto “Educação para Todos”, e trabalha a temática da educação em momentos revolucionários, nomeadamente nos casos de Moçambique e Nicarágua.

Apresentação

O primeiro congresso da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação (SPCE) decorreu em 1989, no Porto. A SPCE viria formalmente a constituir-se depois disso, em maio de 1990, completando em breve trinta anos de existência. Este aniversário cruza-se, em 2020, com essoutro da Revolução Liberal, que marca a esperança na educação como construtora de (um certo nível de) liberdade, emancipação e justiça social. É essa discussão que queremos agora reforçar, sustentada num equilíbrio entre memória, teoria e crítica, pilares essenciais para construir um discurso complexo sobre o campo educacional, sistematizando o que já sabemos e refletindo sobre o muito que há a investigar. Uma discussão assente na colaboração e parceria entre centros de investigação em educação da Universidade do Porto, do Politécnico do Porto e da Universidade Católica do Porto.

São trinta anos e quinze congressos, e estamos de volta ao Porto – a cidade da “revolução” liberal onde, como dizia um dos seus combatentes e poetas, Almeida Garrett, se “há muito quem troque o B pelo V, há muito pouco quem troque a honra pela infâmia e a liberdade pela servidão”. É para este cruzamento entre o passado e o futuro, mas sempre do lado da liberdade, da emancipação e da justiça social, que vos convidamos.

Benvinda/os ao Porto!

A direção da SPCE

Programa provisório

Liberdade, Equidade e Emancipação

No âmbito da comemoração do 200º aniversário da Revolução Liberal em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação dedica o seu XV congresso bienal ao tema Liberdade, Equidade e Emancipação, o qual vai ter lugar na cidade do Porto, entre 10 e 12 de setembro de 2020.

Na definição e construção das sociedades ocidentais de base liberal, a educação foi usualmente considerada como uma capacidade de leitura, escrita e cálculo que geraria efeitos na cognição dos indivíduos e, consequentemente, resultados positivos do ponto de vista político, económico, cultural e tecnológico. Na época contemporânea, o Estado-Nação assumirá, no quadro do contrato social com os cidadãos, o imprescindível papel e responsabilidade na salvaguarda de políticas públicas de educação (de escolaridade obrigatória, básica, secundária, profissional e superior ou segundo modalidades não-formais), replicando e retraduzindo, a nível nacional, um modelo de governança (comum aos estados europeus ou ocidentais), assente numa “maquinaria” pedagógica, profissional, técnica e administrativa da educação (financiamento público; supervisão, administração, inspeção e regulação; formação profissional de professores; currículos, programas escolares, avaliação, exames e diplomas; tecnologias, recursos e métodos pedagógicos renovados, etc.), regularmente “afinada” segundo as conjunturas político-educativas nacionais e internacionais. Esta abordagem, contudo, não tem sido capaz de evitar a reprodução de desigualdades, invisibilizando e relegando os mais vulneráveis. Por esse motivo se afigura crucial refletir, para além do discurso liberal, sobre a situação atual à luz das noções de participação, democratização, inclusão, equidade e justiça social.

A Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação convida a comunidade de investigadores/as a debater e a aprofundar o sentido que os princípios da Liberdade, Equidade e Emancipação têm na contemporaneidade, que atualmente se configura como líquida, globalizada, competitiva, digital e individualizada. As propostas a apresentar deverão inserir-se num dos eixos temáticos que são propostos neste XV congresso.

São admitidas propostas de comunicação em Português, Castelhano, Francês e Inglês, mas não haverá tradução simultânea

Envio de textos para Livro de Atas (ebook)

Data limite: 15 de dezembro

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